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terça-feira, 22 de agosto de 2017

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ESTÁCIO

Especialista prevê crescimento do mercado automobilístico no Brasil

Rio - O setor automobilístico no Brasil mostra tendência de crescimento nos próximos anos. A análise é do coordenador do MBA em Gestão Estratégica de Empresas da Cadeia Automotiva na FGV, Antonio Jorge Martins.

Com novas estratégias, montadoras devem experimentar crescimento do mercado automobilístico, apostando em mudança de comportamento do consumidor

Segundo ele, a chegada de fabricantes no país nos últimos anos é um indício dessa previsão. "Cabe salientar que, mesmo diante de uma queda acentuada no período 2014/2016 no mercado brasileiro de automóveis (36%) e de caminhões (68%), nenhuma grande montadora do setor anunciou a sua saída do Brasil. Em termos tecnológicos, devemos avançar nos próximos exercícios, pois os diferenciais de atuação em mercados competitivos (o Brasil tende a caminhar nessa direção) passam a ser as inovações", esclarece.

Questionado sobre como essa tendência deve se concretizar, mesmo com o desinteresse dos jovens em adquirir veículos próprios, o professor da FGV destaca o número de empresas que vão oferecer mobilidade. Segundo o especialista, o mercado se voltará para as mais diversas camadas da sociedade que hoje possuem dificuldades de locomoção, como idosos e crianças. "O setor automotivo tende a concentrar seus esforços na prestação de serviços, deixando de focar exclusivamente em produtos. A expectativa reinante é que a área de serviços passe a representar cerca de 30% da receita total das montadoras do setor", analisa.
O especialista diz ainda que a estratégia dos fabricantes do setor caminha para desenvolver demandas de conectividade, design e motorização. A preocupação com este último item se volta para sustentabilidade. É o caso, por exemplo, da eliminação de combustíveis fósseis como a gasolina e diesel, além de economia. "Quanto à conectividade, que tende cada dia mais a ser um diferencial, o top deste pilar representará o carro e o caminhão autônomos", prevê o professor da FGV.

Redução de preços

Em relação ao preço de um carro, que atualmente é alto, Antonio Martins afirma que a estratégia governamental deverá se valer bastante do aumento da competitividade entre as empresas do setor para promover a redução dos preços praticados. "Vale ressalvar que setores que possuem evolução tecnológica tendem a apresentar crescimento real dos preços praticados, tendo em vista a necessidade de amortizar os investimentos tecnológicos em um prazo cada vez menor, tendo em vista a constante evolução", ressalta.

Mercado

O mês de julho encerrou com 420.809 veículos novos e usados financiados, aumento de 10% em relação ao mesmo período do ano passado. Os dados consideram automóveis leves, motos e pesados. Desse total, foram vendidos a crédito 148.997 veículos novos, avanço de 3,2% ante julho de 2016. Já os usados atingiram 271.812 vendas a crédito, alta de 14,1% na mesma base de comparação.O levantamento é da B3, empresa operadora da Bolsa de Valores, e a Cetip, depositária de títulos privados da América Latina.

Entre os automóveis leves, as unidades novas avançaram 4,1% em julho, em relação ao mesmo mês de 2016, ao somarem 94.151 carros financiados. Já os autos leves usados cresceram 13,7%, na mesma base de comparação, e totalizaram 249.204 unidades financiadas em julho.


Considerando as modalidades de financiamento, o crédito direto ao consumidor (CDC) continua sendo a mais utilizada pelos consumidores, com 349.941 veículos financiados em julho. Já o consórcio recuou 4,5% em relação ao mesmo mês do ano passado, com 61.554 unidades. O prazo médio de financiamento de autos leves de quatro a oito anos de uso aumentou de 42,8 para 43,3 meses em julho, em relação ao mesmo período de 2016. Já o prazo para carros novos caiu de 37,4 para 36,8 meses, na mesma base de comparação.

Fonte:O Dia